Transportes e Acessibilidades

Acessibilidades Ferroviárias aos Portos

Por clara opção pela intermodalidade e incentivo ao transporte por caminho-de-ferro, as orientações na altura estabelecidas com um horizonte de 2015, identificaram como prioritária a ligação à rede ferroviária dos principais portos, das plataformas logísticas e, duma forma geral, de geradores/atratores de mercadorias que pela sua dimensão o justifiquem.

É pois neste contexto e quadro de referência que a REFER no desempenho da sua missão, concentrou nos últimos cinco anos relevantes investimentos na articulação da rede ferroviária com a infraestrutura portuária e logística, potenciando a competitividade e alargamento do hinterland dos portos da frente atlântica portuguesa e contribuindo para a afirmação do transporte ferroviário nas cadeias de transporte.

Assinalam-se em concreto, pela expressão que revestem, a execução da plataforma multimodal de Cacia, concluída em novembro de 2008, e a construção da ligação ferroviária ao porto de Aveiro, terminada no final de 2009, realizações com assinalável exigência técnica e ambientalmente muito sensíveis, envolvendo um investimento global da ordem dos 73 M€, que dotaram o porto de Aveiro de um acesso direto à rede ferroviária nacional – designadamente à Linha do Norte e de forma privilegiada ao eixo transversal identificado pela Linha da Beira Alta – fator importante para a expansão da atividade portuária e para o incremento do transporte multimodal.

As intervenções integradas na ligação ferroviária do porto de Sines à fronteira Elvas/Caia justificam igualmente destaque. Este corredor é parte integrante do Projeto Prioritário nº 16 da Rede Transeuropeia de Transportes e tem como objetivo estabelecer uma ligação ferroviária para o tráfego de mercadorias entre o porto de Sines e Espanha e daí para o resto da Europa, estando intimamente associado à necessidade do reforço de competitividade do porto de Sines, bem como do arco Sines – Setúbal – Lisboa do sistema portuário.

No âmbito desta ligação e correspondendo a um investimento global na ordem dos 300 M€, merece referência a concretização, em 2010, da modernização da estação da Raquete na linha de Sines; e da construção dos cerca de 29 km da variante de Alcácer à linha do Sul, entre Grândola e a estação do Pinheiro, que, a par de outras melhorias na ligação ao algarve, garantirá condições para acomodar o aumento de tráfego do porto de Sines; e, já em 2011, a conclusão da reabilitação e renovação do troço Bombel/Casa Branca/Évora das linhas do Alentejo e de Évora.

O projeto da plataforma logística polinucleada de Leixões, de apoio ao porto de Leixões, apresentado em novembro de 2008, ilustra outro tipo de iniciativa lançada para reforço da intermodalidade, na circunstância rodo/marítima/ferroviária.

Neste processo a componente intermodal do polo 2 – Gatões/Guifões – a executar pela REFER e implicando um investimento global estimado de 15 M€, contempla a construção do terminal intermodal, do feixe de receção/expedição de comboios e das acessibilidades ferroviárias da Linha de Leixões ao feixe e deste ao terminal.

Uma nota de registo ainda para o investimento da ordem dos 13 M€, concluído em 2008, relativo à construção de um ramal ferroviário com cerca de 3,7 km, ligando a estação de Coina na linha do Sul e a Siderurgia Nacional situada no Parque Industrial do Seixal.

A ponderação e decisão seja de continuidade seja de novos projetos de investimento no domínio em apreço, parece terem como incontornável a importância, quer do sistema marítimo-portuário na economia nacional, quer do papel da ferrovia na cadeia de transporte de mercadorias.

A ligação ferroviária ao terminal da Mitrena, no porto de Setúbal, e a ligação ferroviária ao novo terminal de contentores da Trafaria, no porto de Lisboa, são, à semelhança dos projetos e realizações referidos, exemplos exatamente disso mesmo.


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Comentários   

 
+1 #2 luispereira 06-03-2013 13:59
Agora só falta o + importante, a ligação entre o porto de sines e a fronteira
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+1 #1 luispereira 09-02-2013 19:53
É urgentíssimo construir a ligação ferroviária de mercadorias entre sines e a fronteira do caia sem paragem pq não faz qualquer sentido a plataforma do poceirão a não ser alimentar o consórcio de construtoras e bancos do costume, faça-se a ligação dirta sem paragens !
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