Logística

A plataforma logística de Leixões

O tráfego de mercadorias em Leixões

O porto de Leixões movimentou, em 2012 mais de dezasseis milhões de toneladas. Neste movimento global, o segmento de mercado dos contentores experimenta um grande dinamismo, bem patente no facto de, em 2012, o movimento ter atingido pela primeira vez mais de 600 mil TEU’s. 

Uma parte significativa do movimento de contentores é feito por navios de linha regular que, com uma periodicidade preestabelecida, asseguram rotas predeterminadas. Atendendo a que Leixões é um porto feeder, é hoje possível afirmar que, diariamente, há pelo menos uma ligação aos principais hubs europeus, quer se situem no Mar do Norte, bacia do Mediterrâneo ou em pleno Atlântico.

Este nível de oferta de transporte é determinante para a redução ao mínimo do transit time associado ao modo marítimo, através da compressão do tempo de estadia em terminal dos contentores a aguardar pela escala do navio.

Por outro lado, dado que o tecido produtivo na envolvente é fundamentalmente constituído por pequenas e médias empresas, e que estas actuam num ambiente de grande abertura ao exterior, estamos perante cadeias logísticas complexas na ligação a múltiplos destinos ou origens dispersos por todo o mundo, ainda que nem sempre envolvendo a movimentação de quantidades significativas de mercadorias. Daqui surge a necessidade de efectuar consolidação de cargas, agregando as mercadorias de vários carregadores com o mesmo destino, para aproveitar a capacidade plena de uma só unidade de transporte, o contentor.

O lugar da Plataforma Logística de Leixões

O porto de Leixões entendeu que a existência, perto do porto, de uma instalação concebida especificamente para a realização de operações sobre a mercadoria, complementares ao transporte marítimo, conferirá uma vantagem competitiva para as empresas que têm necessidade de recorrer àquele modo de transporte, e, bem assim, ao próprio porto. Foi assim que nasceu o projecto da Plataforma Logística de Leixões, que se destina a disponibilizar às empresas logísticas condições optimizadas, operacionais e de preço, para o exercício da actividade em benefício da indústria do noroeste da Península Ibérica.

Os primeiros passos consistiram no estudo de experiências existentes: plataformas logísticas, mas também centros de transportes ou parques empresariais.

Uma primeira ilação retirada é que infra-estruturas deste tipo funcionam como nós permitindo articular a distribuição capilar local com os outros sistemas de ordem superior: regional ou internacional. Ao promover as condições para a concentração de cargas, está-se a racionalizar o transporte, permitindo que os trajectos mais longos sejam vencidos pelos modos e veículos de maior capacidade, contribuindo para lançar mão de soluções mais sustentáveis, sob o ponto de vista da eficiência energética e económica.

O valor da Plataforma Logística resulta acrescido pelo facto desta se encontrar incluída em rede com outras infra-estruturas similares, de forma a permitir o fluxo agrupado de mercadorias entre aquelas, com as operações de consolidação e desconsolidação a ter lugar na Plataforma. Igualmente aporta valor acrescido o facto de a Plataforma se localizar próximo do aeroporto do norte do país e beneficiar de bons acessos de ligação às principais vias rodoviárias e ferroviárias. A Plataforma Logística de Leixões irá fazer parte da Rede Nacional de Plataformas Logísticas, constituída no âmbito do programa Portugal Logístico, e também, mediante um acordo de colaboração, com a rede logística da região autonómica de Castela e Leão, CyLOG, através da parceria estabelecida com a unidade de Salamanca.

Características da Plataforma Logística

Numa plataforma logística, a actividade central desenvolve-se em naves, que permitem dispor de zonas amplas e confinadas, de pé-direito generoso, bem adaptados para a armazenagem em altura de produtos, normalmente acondicionados em paletes e em estantes. Estas naves têm de estabelecer uma ligação sem inclinações significativas com a caixa dos camiões posicionados no exterior, de forma a permitir que as operações de carga e movimentação das mercadorias se realizem de forma eficiente, com recurso a empilhadores, ou seja, o nível interior da nave é sobreelevado relativamente ao do espaço exterior.

À construção é exigida robustez, simplicidade de conservação e baixo custo de operação.

A concentração da actividade logística num espaço justifica de per se a fixação, na proximidade imediata, de serviços complementares, de cariz público ou privado, de apoio ao negócio como Alfândega, agências bancárias, escritórios de despachantes, transitários de agentes de navegação e de seguros, e de apoio às pessoas que asseguram a actividade (cafetarias, cantina, restaurantes ou loja de conveniência).

A Plataforma Logística do Porto de Leixões está localizada junto à área portuária, à qual está ligada pela estrada de uso exclusivo da carga para acesso ao porto, a VILPL. Atendendo à geografia local, relevo do vale do Rio Leça e à ocupação do território, a APDL teve de optar por uma configuração repartida por dois pólos: o de Gonçalves, a poente, e o de Gatões / Guifões, a nascente.

Para além dos estudos de base, a APDL procedeu à expropriação dos terrenos necessários.

No final de 2012 encontrava-se em execução a obra das infra-estruturas do Pólo 1, e decorriam os processos para contratação das empreitadas da 1.ª fase das infra-estruturas do Pólo 2 e da construção de uma nave logística, com 20 000 m², no mesmo Pólo. Entretanto, está igualmente a decorrer o processo para selecção de uma empresa que, em nome da APDL, irá assegurar a promoção, comercialização e gestão da Plataforma, a prestação dos serviços comuns e a representação da Autoridade Portuária no contacto com os clientes da Plataforma.

A cumprir-se o planeamento para o investimento, os primeiros operadores da Plataforma Logística iniciarão a actividade no primeiro semestre de 2014.  

Estão hoje reunidas as condições para que qualquer empresa interessada consiga da APDL todas as respostas que necessite para se instalar na Plataforma, num horizonte temporal compatível com o exigível a uma tomada de decisão deste tipo.

PÓLO 1 – GONÇALVES

PÓLO 2 – GATÕES / GUIFÕES

jpbc1 jpbc2

Custo total estimado: €94 M

 

Custos parcelares:

Aquisição de terreno – €27 M

Estrada de Acesso – €8 M

 

Área total: 31 Hectares

Área de construção: 9.1 Hectares

 

Distância à área portuária: 2 km

 

Tipologia das instalações logísticas:

Armazéns integrais (monocliente)

Armazéns modulares (multicliente)

Lotes infra-estruturados (auto construção)

 

Serviços de apoio:

Centro de Serviços

Portaria para controlo de acesso

Centro de apoio a motoristas

Centro de apoio a veículos pesados

Custo total estimado: €96 M

 

Custos parcelares:

Aquisição de terreno – €34 M

 

Área total: 35 Hectares

Área de construção: 8.6 Hectares

Terminal Intermodal (REFER): 9 Hectares

 

Distância à área portuária: 3 km

 

Tipologia das instalações logísticas:

Armazéns integrais (monocliente)

Armazéns modulares (multicliente)

Lotes infra-estruturados (auto

construção)

 

Serviços de apoio:

Centro de Serviços

Portaria para controlo de acesso

Terminal Intermodal (REFER)

 

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