Investigação, Desenvolvimento & Inovação

O Desafio da Energia

A energia é a única moeda verdadeiramente universal. Nas suas múltiplas formas e processos de conversão assegura a luminosidade do Sol e das estrelas, o movimento dos planetas, a vida na Terra e a evolução das civilizações humanas. No século XVIII, a revolução industrial foi, em grande parte, uma revolução energética. Antes dispúnhamos apenas da energia cinética dos músculos do nosso corpo e de alguns animais domésticos, da energia térmica gerada na queima da biomassa e da energia cinética da água e do vento, aproveitada de forma rudimentar.

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Recursos e Potencialidade da Plataforma Continental Portuguesa

Com a assinatura e posterior ratificação, a 14 de Outubro de 1997, da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), Portugal ganhou a possibilidade de poder reclamar a extensão da área marítima sob a sua jurisdição, caso os critérios definidos na CNUDM sejam verificados, com direitos de soberania no que respeita à exploração e aproveitamento dos recursos naturais do leito e subsolo marinho, para além das 200 milhas náuticas. Esses recursos, incluem os recursos minerais e energéticos do leito do mar e subsolo marinho, “bem como os organismos pertencentes a espécies sedentárias, isto é aquelas que no período de captura estão imóveis no leito do mar ou no seu subsolo ou só podem mover-se em constante contacto físico com esse leito ou subsolo”.

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Porquê e como investir em Renováveis Offshore em Portugal em 2012?

As formas de energia renovável offshore

Há inúmeras fontes de energia no oceano ou que usam o meio marinho. No primeiro caso temos as seguintes fontes de energia, a que correspondem os potenciais técnicos de produção de energia indicados entre parêntesis: as ondas (44.000 TWh/ano), o gradiente térmico ou OTEC (30.000 TWh/ano), o gradiente salino ou energia osmótica (20.000 TWh/ano), as correntes de maré (2.200 TWh/ano) ou a amplitude de maré (200 TWh/ano). Outras fontes oceânicas cujo potencial não está ainda contabilizado ou cuja tecnologia não está ainda em desenvolvimento incluem as correntes oceânicas e as fontes hidrotermais.

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O conhecimento científico: garante do desenvolvimento sustentável do Mar Português

Quem não vai ao mar perde o lugar

Versão atualizada de um velho aforismo português

 

A década de 90, pelos eventos e iniciativas que a marcaram – Expo 98, Comissão Mundial Independente para os Oceanos[1] e Declaração de Lisboa, Ano Internacional dos Oceanos – criou condições para o tão almejado regresso de Portugal ao Mar. Contribuiu igualmente para uma opinião pública mais informada, a discreta convergência de políticas, o ativismo das comunidades científicas e técnicas no seu sentido mais amplo (Ciências Exatas e Naturais, Ciências Humanas e Sociais, Engenharias), e o interesse dos sectores económicos e produtivos. De relembrar a criação, nesse período, pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, da Comissão Oceanográfica Intersectorial (COI-MCT) e o lançamento do Programa Dinamizador de Ciências e Tecnologias do Mar (PDCTM), considerados passos determinantes no reforço da capacidade nacional neste domínio, como expresso na Estratégia Nacional para o Mar (ENM). As parcerias estabelecidas, baseadas no interesse mútuo, e as sinergias resultantes abriram caminho ao atual reconhecimento do Mar Português, dos seus recursos e propriedades, como “um dos principais ativos de Portugal (o qual) (…) deverá tornar-se um importante fator de desenvolvimento do País”.[2]

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