Geopolítica e Estratégia

O Mar e a Energia

 

A Energia é reconhecidamente uma das funções estratégicas e económicas do Mar, a par dos transportes e logística, da construção naval, do turismo ou das pescas, que deve ser aproveitada por Portugal como um importante vetor para o crescimento económico do país.

Portugal, pela extensão da sua orla costeira, pela dimensão da sua Zona Económica Exclusiva, mas também pela sua posição geográfica estratégica, entre as rotas da Europa, de África e das Américas, possui no Mar uma fonte quase inesgotável de recursos e de oportunidades de negócios no domínio energético.

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A política de defesa e segurança europeia nestes tempos de crise

Com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, em Dezembro de 2009, seria legítimo esperar que a Política Externa, de Segurança e de Defesa da União Europeia conhecesse um impulso renovado, decorrente quer das inovações institucionais introduzidas, quer da vontade política de afirmar a posição da União num Mundo cada vez mais globalizado e interdependente.

De certo modo pode-se dizer que essas expectativas saíram frustradas.

Desde logo, no plano interno da vida da União Europeia, onde a crise das dívidas soberanas e mais genericamente a crise da Zona Euro deixaram pouco espaço na agenda política europeia para as demais políticas. Mas também no plano externo, quer porque a crise do Euro vulnerabiliza a própria posição internacional da União (a Europa deixou de ser vista como parte das soluções e passou, cada vez mais, a ser parte do problema económico mundial) quer porque o factor de exemplo de integração regional bem sucedida, que constituía mesmo ponto de referência para outras experiências de integração noutras regiões do globo, perdeu força e até credibilidade.

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Mar, factor estratégico para Portugal

O Mar foi para Portugal condição de independência e factor de defesa nacional. Foi assim na fundação da nacionalidade, nas guerras da Independência e da Restauração. Mas, foi muito mais do que isso. Foi um vector constante das opções estratégicas nacionais, seja no plano geopolítico como no plano geoeconómico.

País europeu, Portugal é também um país atlântico. Potência pequena, semiperiférica e com uma só fronteira terrestre, Portugal viveu, sempre, um equilíbrio geopolítico, instável, entre a pressão continental e a procura de uma alternativa marítima. Dessas condicionantes geopolíticas e desta contínua tentativa de equilíbrio, decorrem movimentos de longa duração que foram definindo permanências nas opções estratégicas e nas características históricas da posição internacional de Portugal que podemos definir como estruturas ou modelos de inserção internacional. Portugal conheceu, historicamente, três modelos de inserção internacional. E em todos eles, o Mar constituiu uma constante histórica e uma marca identitária.

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Os portugueses e o Mar

Reduzido à dimensão de estado exíguo – no entendimento da impossibilidade de cumprir por inteiro as suas obrigações no concerto das nações e da alienação substantiva de soberania- Portugal tem no Mar uma janela de oportunidade que não pode desperdiçar. Fomos e seremos sempre uma nação de características marítimas. Atestam-no a nossa história, a geografia do território, a nossa cultura e o carácter do nosso povo. Esta é uma realidade incontornável que certas elites procuram ignorar esquecendo as lições da história que deveriam enformar as nossas opções estratégicas estruturais.

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